luzes de navegação

Certamente você já reparou nas luzes de navegação dos barcos. E dessa maneira talvez tenha se perguntado qual a função delas. De fato esta dúvida é muito comum. E pouca gente imagina que os aviões usam luzes bem parecidas com as da náutica. De fato, ambos apresentam a luz verde a boreste (direita) e a vermelha a bombordo (esquerda).

Mas como funciona? Em resumo vamos imaginar dois barcos em rumo cruzado. Aquele que vê a luz verde do outro tem a preferência de passagem. Já aquele que vê a luz vermelha sabe que deve ceder a passagem. Inegavelmente, ao menos na náutica, existem ainda alguns fatores que mudam esta prioridade. Mas isso não vem ao caso neste momento.

Polêmica!

A polêmica é grande entre navegadores de todos os níveis de experiência. De fato, muitos defendem que um barco apresente somente as luzes de navegação obrigatórias. Mas veja que isso quase nunca é viável. Note a quantidade de luzes dos mais diversos tipos que um navio de cruzeiro apresenta ao navegar à noite. Da mesma forma uma balsa carregada de veículos.

À noite no mar, o importante é ser visto.

O meu entender já difere daquela linha de raciocínio. Em resumo, sou convicto que a marinha exige no mínimo as regras da imagem abaixo. Assim, qualquer luz adicional é plenamente aceitável. Não apenas um estrobo no topo do mastro, como também a luz da cozinha que sai por uma vigia.

Por outro lado, certamente devemos atentar para um problema potencial. Não podemos permitir que uma luz “adicional” ofusque uma luz de navegação obrigatória. Desse modo poderemos estar confundindo as demais embarcações.

O aplicativo Luzes de Navio é bastante interessante. Ele te ajuda a identificar o tipo de embarcação, a situação da navegação e o rumo apenas pelas luzes de navegação. Experimente: baixe no GooglePlay.

luzes de navegação
Luzes de navegação
Sobre o autor

Sou velejador há mais de 10 anos. Durante cerca de 25 anos trabalhei na área de TI no mercado financeiro até que decido desacelerar e ganhar a vida com o que realmente me faz feliz – a vida no mar. Filho e netos de pescador caiçara, sou Mestre Amador licenciado pela Marinha do Brasil. A minha maior façanha foi ser o comandante da incrível viagem inaugural do veleiro Adhara desde São Luís do Maranhão até Santos. Essa travessia durou 40 dias percorrendo mais de 2.300 milhas náuticas (cerca de 4.000km). Esta aventura rendeu o livro "Adhara Navegando de São Luis a Santos" que pode ser adquirido impresso ou digital no Amazon.

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